Publicado por em Especiais | 01 de novembro

Timothée Chalamet em conversa com Harry Styles: O ator mais quente do planeta entrevistado pela estrela pop mais carismática da música. [Entrevista completa traduzida]

Harry Styles: Sr. Chalamet…

Timothée Chalamet: Sr. Styles… é um prazer te conhecer por telefone. Obrigado por fazer isso.

H: Obrigado por perguntar. Eu assisti Beautiful Boy esta manhã e é ótimo.

T: Obrigado por ter tirado tempo para assisti-lo. Isso realmente significa muito.

H: Minha primeira pergunta; David Bowie disse uma vez que “a criatividade é como entrar no oceano. Você chega ao ponto em que não consegue tocar no fundo, tem um pouco de medo e é aí que faz o melhor trabalho.” Você concorda?

T: Eu concordo. Isso me lembra de uma citação – se alguém diz a um artista que ele é corajoso, eles estão realmente o chamando de louco. Acho que qualquer osso [do meu corpo] fica eletrificado quando ajo, sempre há um sentimento de que estou um pouco fora da minha área ou fora de controle.

H: Eu acho que se você ficar nesse espaço seguro o tempo todo, é muito fácil se entediar. É importante rasgar tudo e começar de novo às vezes…

T: … e se dar mal e correr riscos. Eu sei por trabalhar em um filme que, se uma cena der errado, e houver risos no set, ela fará com que você se solte na próxima tomada, é melhor do que se proteger e se perder na sua cabeça. O maior professor para mim foi a experiência.

H: Seu personagem em Beautiful Boy é um papel bastante intenso. Você é alguém que permanece no personagem quando a câmera desliga ou é capaz de ligá-lo e desligá-lo?

T: Meu personagem em Beautiful Boy ficou comigo mais do que eu pensava. Eu achava que uma das armadilhas desse papel, especialmente como um jovem ator nervoso, seria se inclinar à seriedade disso. Eu não queria tentar e ser tão duro comigo mesmo quanto possível, acreditando que isso seria o que seria necessário para tornar o papel bom. Após o último dia de filmagem, tive a mais estranha caminhada para casa. Eu nem vivia, Nic e David sim, mas eu ainda me sentia muito afetado, drenado e um pouco arrasado. O filme não é deprimente, porque é realmente redentor e esperançoso, mas pareceu um soco no estômago.

H: Nós todos sabemos que o vício é uma doença que afeta muitas pessoas, então por que você acha que continua encoberto por tanto sigilo e vergonha?

T: Eu não tenho autoridade sobre isso, mas acho que é porque é mais fácil ver dessa maneira. É reconfortante para as pessoas darem um rosto ao vício e pensarem que não pode afetar você, sua família ou seus entes queridos. Quando a realidade, como você disse, é que é uma doença que não discrimina. Não conhece raça, classe ou gênero. É uma doença muito humana que afeta muitas pessoas da nossa idade. Uma das coisas que eu mais gosto sobre o Beautiful Boy é que ele não entende por que Nic é viciado. Acho que é mais fácil para as pessoas pensarem que é uma escolha, que quando as pessoas estão viciadas, elas estão nessa grande farra e euforia, quando muitas vezes há um grande buraco negro, como Nic diria, ou um lugar de dor.

H: Quando assistiu pela primeira vez ao filme completo, algo sobre a virada na história te surpreendeu?

T: Eu fiquei mais apavorado de ver esse filme do que qualquer coisa que eu já vi antes porque era baseado em pessoas reais. Eu realmente senti pressão, e assisti-lo pela primeira vez não foi a experiência mais confortável.

H: Sempre que eu faço coisas em filmes ou videoclipes, frequentemente coloco mensagens secretas para amigos; Tipo, eu colocarei o nome de alguém em alguma coisa, usarei colares que os filhos de meus amigos fizeram ou algo assim. Você já colocou mensagens secretas para as pessoas em seus filmes?

T: Eu sou um ator muito tátil, e se eu começar a colocar na cabeça que estou preso, então começo a procurar por coisas e tenho pequenas lembranças. Certamente, em um filme como Me Chame Pelo Seu Nome, quando estávamos filmando em uma casa, havia muitos cantos e frestas onde eu me sentia mais seguro. Eu tenho pequenas coisas para mim em cada papel e pequenas coisas que tento levar comigo depois de as embrulhar.

H: Quando você estava lendo o roteiro de Me Chame Pelo Seu Nome, qual foi a cena que te fez pensar que você tinha que fazer aquilo?

T: Pode ser a cena em que Elio revela seus sentimentos por Oliver no monumento da guerra. O livro é tão genuíno, tão realizado e bem escrito que eu senti que uma cena seria um barômetro para saber se nós conseguiríamos ou não. No dia, Luca Guadagnino não sabia exatamente como ele queria filmar, e na verdade era Armie Hammer que teve a ideia de fazer isso de uma só vez em um plano geral. Isso tirou toda a “sensação de Hollywood”. Se você silenciar o filme, você não consegue dizer que alguém está dizendo a outro alguém que está apaixonado por ele.

H: O que é uma maneira muito mais real em que isso [uma declaração] aconteceria…

T: Eu acho que sim… você pode assustar alguém se você for muito grandioso [na forma de se declarar].

H: Houve rumores de uma continuação, você está nervoso sobre a realização de uma história que tantas pessoas amaram?

T: Fizemos o primeiro filme na humilde esperança de que os fãs dos livros fossem vê-lo. Eu adoraria fazer uma continuação, esse desafio é realmente emocionante para mim.

H: Você ainda consegue comer pêssegos?

T: [Risos] Umm, eu consigo, mas não sem pensar nisso…

H: Eu tive dificuldades…

T: [Risos de novo] Essa é a cena mais estranha no mundo todo para ver com seus pais. Meu pobre pai…

H: Tenho certeza de que ele também fez isso. Você é próximo de sua família, certo?

T: Sim, eu sou. Você também?

H: Sim, às vezes meus pais vêm em turnê e é sempre bom tê-los por perto. Os últimos dois anos foram loucos para você. Que papel seus pais desempenharam ao manter algum senso de normalidade ao seu redor?

T: Eu acho que a coisa mais preciosa que eu recebo dos meus pais – e tento dar de volta para eles o máximo que posso – é o amor e apoio deles. Espero que isso não pareça brega, mas é verdade. No final da adolescência, aos vinte e poucos anos, de repente você percebe que seus pais são humanos. Isso não significa que eu não receba ótimos conselhos deles, porque eu recebo. Mas você atinge uma certa idade e assume o controle de sua própria vida. Minha mãe recentemente colocou essa foto dela e do meu pai na estréia de Beautiful Boy em LA e seu coração se despedaçou de um jeito incrível, eles estão apenas radiantes de orgulho. É quase esmagador.

H: Você já teve um momento para absorver tudo e perceber o quão incrível isso é? Eu mantenho um diário, pois sempre acho que ajuda a escrever músicas. Mesmo que sejam apenas pontos para me fazer parar e acompanhar o que está acontecendo.

T: Sim, eu mantenho um diário e anoto os pensamentos no aplicativo de notas do meu celular também. Gratidão e apreciar onde você está é muito importante para mim, mas isso vem com o tempo. Ter tempo suficiente para escrever em um diário ou simplesmente agradecer. Eu tenho cerca de um ano e meio de trabalho chegando agora, estou fazendo Little Women e Dune… e espero ter tempo para apreciar tudo isso. O que me conforta é que quando acordo, dentro de limites saudáveis, tenho sempre um sentimento sutil de gratidão. É realmente incrível ouvir que alguém como você, que está fazendo isso por um bom tempo, tem essa objetividade e capacidade de dar um passo atrás e escrever naquele diário. Tirar tempo para refletir é importante.

H: Na maior parte do tempo, quando você faz algo que corre bem, seus pensamentos se voltam imediatamente para “o que vem depois?” Tudo se move tão rápido que você não tem a chance de parar e pensar “Puta merda, isso foi realmente surpreendente’. Acabei de terminar minha turnê e é ótimo voltar atrás e pensar que isso não é a vida real, é um trabalho realmente incrível que eu faço.

T: Esses momentos de objetividade são incrementais? Ou você tenta reservar um bom tempo para fazer isso?

H: Eu acho que eles acontecem quando acontecem. Eu os tenho muito quando estou dirigindo. Eu estarei ouvindo algo, e voltarei a quando eu tinha 12 anos ou algo assim e pensarei “Merda, se meu eu de 12 anos pudesse me ver agora”. Eu acho que é realmente importante ter esses momentos, porque se você não o fizer, então há uma expectativa de que a vida seja tão boa e eu acho que é super perigoso.

T: Isso me assusta e eu ainda não tenho certeza de qual seja a melhor maneira de navegar. É por essa razão que sou grato de ter crescido em Nova Iorque. Passo o maior tempo possível lá. As vezes apenas bombardeio o Kid Cudi com perguntas porque ele é de Cleveland, e tenho dez vezes mais respeito pela ideia de vir de algum lugar que não seja LA ou Nova Iorque, ou qualquer um desses centros da indústria, e lançar sua carreira, parece uma montanha incrível para se escalar.

H: Às vezes, nos programas de TV, você pode parecer muito nervoso, mas na tela você é um ator extremamente confiante. Você acha mais fácil interpretar alguém do que ser você mesmo?

T: Essa é uma ótima pergunta. Eu acho que o veneno para os jovens em público, em ambientes sociais ou na vida em geral, é auto-suposição, e eu acho que isso me deixa nervoso em talk shows. Eu sou novo em tudo isso, então me coloco no lugar do público e os imagino vendo esse jovem irreconhecível tentando falar sério sobre filmes e piscando com isso.

H: Você se sente pressionado a ser politizado hoje em dia?

T: Eu não sei se é uma pressão, mas sinto que é uma responsabilidade. Eu estava falando sobre isso com Steve Carell, sobre como havia uma complacência geral nas gerações anteriores de que tudo estava indo muito bem e isso aumentou muito as apostas. As pessoas da nossa idade são muito mais engajadas e eu acho que isso é bom.

H: Estamos vivendo em um momento em que é impossível não estar ciente do que está acontecendo no mundo. A sociedade nunca foi tão divisiva. É importante defender o que achamos certo. Eu adoraria que meus pontos de vista passassem pela música que eu faço e pelas coisas que faço. Essa é uma maneira muito poderosa de podermos usar nossas vozes. Eu acho que por muito tempo as pessoas pensaram que “o que eu faço não importa”, mas a revolução vem de pequenos atos, e agora as pessoas estão percebendo que isso é o que desencadeia uma mudança real.

T: Estamos vivendo tempos realmente inspiradores, porque muitas dessas vozes – pessoas como Emma Gonzalez, por exemplo – são realmente jovens. São pessoas da nossa idade que terão que lidar com tudo isso e que estão lidando com isso agora. Foi interessante estar no Globo de Ouro e no Oscar no ano passado – porque havia essa enorme tensão na autocelebração, que é o que as cerimônias de premiação são – quando tantas pessoas estão sofrendo, e muitas pessoas têm queixas. Não apenas queixas mesquinhas, mas queixas justas.

H: Hoje há muito mais maneiras de nos envolvermos. Eu acho que é o principal ponto positivo das mídias sociais, mas também há muita coisa que acho super perigoso sobre elas. Estou interessado em ouvir o que você acha? O bom e o mau…

T: No final dos anos 00, quando a Primavera Árabe aconteceu no Egito, houve um otimismo real em torno da internet e das possibilidades das mídias sociais. Mas nos últimos três ou quatro anos, quase tem havido uma segunda onda de mídia social em que as pessoas só ouvem o que querem ouvir e só gritam em sua câmara de eco. Meu antigo colega de quarto me disse que havia lido entrevistas com os criadores da internet, onde eles diziam que são assombrados pelo que se tornou e desprezam a negatividade e a desinformação que podem imbuir. Em um nível mais micro e na minha experiência, a mídia social é realmente difícil de navegar porque a última coisa que eu quero fazer como artista é criar em um vácuo. Mas se você ler os comentários, estará se abrindo a um verdadeiro dano pessoal. Eu tenho inveja de uma época em que as pessoas realmente se olhavam e não havia a fuga através de uma tela. É a caricatura de alguém em uma festa jogando Tetris.

H: Em um nível pessoal, sinto uma mudança notável no quanto estou feliz quando não estou nas mídias sociais. Alguém uma vez descreveu isso para mim como uma festa em casa, onde há três pessoas que são ótimas e 23 pessoas que não são legais. Você simplesmente não iria a essa festa, iria? Isso resume meus sentimentos sobre as mídias sociais. Eu mergulho. Eu vejo os amigos que quero ver e retorno até a superfície.

T: Isso foi intuitivo para você?

H: É algo que aprendi ao longo do tempo. Especialmente começando, porque quando você começa, você é incentivado a dar o máximo que puder. Mas isso volta a separar o trabalho do resto da sua vida. Percebendo que há coisas que você precisa guardar para si mesmo e coisas que não precisa compartilhar com ninguém. Isso mantém tudo um pouco melhor.

T: É sobre ter autoconsciência sobre sua entrada [no mundo] digital, bem como sobre a saída.

H: Exatamente. Estou ciente de que, se você for nas redes sociais e procurar, poderá encontrar o que estiver procurando. Se você está procurando por comentários ruins, você encontrará comentários ruins. Mas as pessoas ainda fazem isso. É como essa auto-tortura estranha.

T: É masoquista.

H: Eu costumava fazer isso quando comecei. Agora não faço mais, e sinto essa mudança notável em como estou feliz, o que é legal. Mas eu não estou atacando as redeis social. Acho que a mídia social também faz muito bem e é importante notar isso e crescer com ela.

T: Ultimamente não há como voltar atrás. É do jeito que é. Então, como foi trabalhar em Dunkirk? Eu tive um pequeno papel em Interstellar e fiquei tão feliz em trabalhar com Christopher Nolan. Ele é meu cineasta favorito.

H: Eu sempre fui um grande fã de Christopher Nolan também… quando ele estava sentado no fundo da sala enquanto eu fazia o teste, eu me sinto muito sortudo por apenas ter estado naquela sala. Dunkirk foi estranho porque foi meu primeiro filme, então eu não tinha nada para poder comparar.

T: Parecia uma paisagem tão deserta. Não se parecia em nada com férias.

H: Não, não parecia. Quando me disseram que estávamos fazendo um filme em uma praia, eu tinha idéias muito diferentes! Eu definitivamente gostei de interpretar outra pessoa. Adorava estar tão longe da minha zona de conforto. Adorava estar no set e ser o cara que não tinha ideia do que estava fazendo. Eu realmente gostei disso.

T: Oh cara, eu realmente espero que você atue em outra coisa. Porque eu não sei se significa alguma coisa vindo de mim, mas achei que você foi excelente pra caralho nesse filme.

H: Muito obrigado.

T: Esse filme é realmente incrível. Observando, fiquei pensando: “Ah, cara, espero que Harry não ache que todos os sets de filmagem são navios da Segunda Guerra Mundial!”

H: Todo mundo me disse que, seja lá o que eu fizer, será moleza em comparação a Dunkirk, mas eu gostei. Pensando em onde o mundo está hoje, você se sente responsável, como ator, por representar uma nova forma de masculinidade na tela? O conceito de masculinidade mudou muito desde que crescemos…

T: Você sabe o que é realmente engraçado, eu ia lhe fazer uma versão dessa pergunta, mas eu me preocupei se estaria me dando muito crédito para pensar que eu poderia fazer uma mudança como essa. Mas, se você está me dando essa licença, então eu diria absolutamente. É uma das razões pelas quais estou muito feliz em falar ao telefone com você porque, durante o crescimento, tínhamos algumas pessoas para admirar, mas não era tão óbvio. Pessoas como Lil B – eu espero que as pessoas não revirem os olhos lendo isso – foi realmente impactante para mim porque ele realmente borrou essas linhas como músico. Eu ficaria muito feliz em saber que os papéis que estou desempenhando estão instigando mudanças de alguma forma. Como eu fraseio isso? Eu acho que há algo a ser escrito sobre isso por alguém mais esperto do que eu… Quero dizer que você pode ser o que você quer ser. Não existe uma noção específica, tamanho do jeans, camisa ou efeito de músculo, ou aumento de sobrancelhas ou dissolução ou uso de drogas dos quais você precise participar para ser masculino. É emocionante. É um admirável mundo novo. Talvez seja por causa das mídias sociais, talvez seja por causa de quem diabos sabe o que, mas há uma verdadeira animação da nossa geração em fazer as coisas de uma maneira nova… Eu ficaria realmente curioso para ver o que você tem a dizer sobre isso?

H: Eu não cresci no mundo masculino de um homem. Eu cresci com minha mãe e minha irmã. Mas, eu definitivamente acho que nos últimos dois anos, me tornei muito mais contente com quem eu sou. Eu acho que há muita masculinidade em ser vulnerável e se permitir ser feminino, e estou muito confortável com isso. Crescendo, você nem sabe o que essas coisas significam. Você tem essa ideia do que é ser masculino e, à medida que cresce e experimenta mais do mundo, fica mais à vontade com quem você é. Hoje é mais fácil abraçar a masculinidade em tantas coisas diferentes. Eu definitivamente encontro – através da música, escrevendo, conversando com amigos e sendo aberto – que algumas das vezes em que eu me sinto mais confiante é quando estou me deixando vulnerável. É algo que eu definitivamente tento fazer.

T: Isso é muito bonito e inspirador, e certamente volta ao assunto sentir-se confortável no caos e criando na loucura. É quase alto ser vulnerável. Eu realmente entendo isso. Acho que isso pode ser alcançado na arte, mas também na intimidade. É a sensação mais louca de conseguir essa vulnerabilidade. Se nós, tendo essa conversa, de alguma forma infinitesimal, pudermos ajudar alguém, um homem, uma garota, perceber que ser vulnerável não é uma fraqueza, não é uma barreira social. Isso não significa que você é louco ou hiper emocional, você é apenas humano, o que eu acho que é algo que sua música engloba e espero que meus filmes também. Humanos são complexos; Precisamos sentir muitas coisas. Nós não somos homogêneos.

H: Não é uma linha reta, com certeza… Algumas coisas para você… Os últimos dois anos foram loucos. O que acha disso? Você está se divertindo?

T: Cara, sinto muita gratidão. Eu digo isso para o meu pai muito e ele tira sarro de mim porque eu nunca costumava falar assim, mas eu vejo as pessoas da nossa idade e como elas são revigoradas para o mundo e isso me inspira. Três anos atrás, eu estava nervoso porque as pessoas falavam sobre as mídias sociais afetando a atenção e como ninguém mais conseguia se sentar, e a arte e o cinema eram relíquias. Mas eu realmente sinto que essas coisas são urgentes. E por qualquer que seja a razão, agora tenho a habilidade de escolher o que levar a vida. Neste momento, estou trabalhando em Little Women in Boston com Greta Gerwig, Saoirse Ronan e Emma Watson, e eu apenas me belisco por poder ser essa mosca na parede nessa narrativa lendária. Você conseguiu uma folga nos primeiros anos? Ou foi bem intenso?

H: Foram anos muito intensos. Foi apenas nos últimos dois anos que realmente tive a chance de parar e refletir. Estou definitivamente agradecido por ter tido um momento para processar tudo. Agora estou animado com o que vem a seguir. Você está animado com o futuro? E eu quero dizer o seu futuro, não o futuro da humanidade ou qualquer coisa assim.

T: Sim, desculpa cara, estou ficando repetitivo.

H: Você pode escolher seus filmes agora, o que é incrível. Quando você está começando, você passa tanto tempo querendo que as pessoas assistam seus filmes ou escutem sua música e, quando elas finalmente o fazem, você sempre pensa “o que vem depois”? Com o que você se preocupa agora?

T: Fazer as escolhas certas. Eu acho que há uma ansiedade em nós que se correlaciona com a nossa idade. Eu quero poder ter uma conversa com você daqui a 15 anos. Sempre foi sobre tentar trabalhar com grandes diretores para mim. Estou trabalhando com Greta Gerwig agora. Então estou fazendo algo com uma das minhas diretoras favoritas de todos os tempos; uma diretora de casa de arte americana realmente amada. Então eu vou fazer o Dune, dirigido por Denis Villeneuve. Eu sempre sonhei em estar em um grande filme como Dunkirk, Dark Knight ou Inception. Então essa é a verdade, Harry. Também há medo, como sempre houve, mas fico feliz que o medo gira em torno de filmes e escolhas e não se posso ou não pagar meu aluguel. Eu tenho muita gratidão por isso. Espero que tenhamos a chance de estar juntos em um filme. Você sabe em que está trabalhando em seu próximo projeto?

H: Eu estou fazendo meu segundo álbum agora, então vou fazer isso, ler muito e ver o resultado. Quando consegui o papel em Dunkirk, aconteceu logo no início do meu primeiro álbum, então tive que parar tudo por cinco meses. Mas coisas assim sempre ocorrem quando isso acontece, então eu não sei, cara. Eu estou gostando de não saber, para ser honesto.

T: Estou achando que isso é verdade com muitos músicos que conheci. Eles estão em um cronograma bem menor que os atores, que literalmente precisam aparecer em um determinado momento. Eu não sei homem; deve ser tipo, 3 da manhã onde quer que você esteja agora. Músicos operam a seu critério.

H: Quando eu estava na banda, sempre soube o que estava fazendo com dois anos de antecedência. Agora, estou gravando por conta própria, é muito interessante, porque sei que é tudo o que vou fazer até terminar o álbum. É uma nova maneira de trabalhar.

T: Eu imagino que o processo criativo trabalhando em um álbum individual deve ser diferente de quando você era mais jovem fazendo música em conjunto com os outros.

H: Sim, quando eu comecei, eu realmente não sabia o que estava fazendo. Então, tentei escrever o máximo possível, com tantas pessoas diferentes quanto possível e tentei aprender o máximo que podia. Eu garanto que escrevi um monte de merda muito, muito ruim antes de escrever qualquer coisa boa… Apenas um par de coisas deixadas por você… Se te dissessem que você só podia ouvir uma música, assistir a um filme, ler um livro e conversar com uma pessoa pelo resto de sua vida, o que você escolheria?

T: Ok, uma música, um filme, um livro, uma pessoa … eu acabei de escrever isso. Eu coloquei nas minhas anotações. Essa é uma ótima pergunta. Uma música seria Rain de Kid Cudi. Um filme seria Punch Drunk Love. Um livro… O livro do Desassossego. Isso é apenas o que estou lendo agora. E uma pessoa… vou manter isso em segredo. Eu guardarei isso para mim mesmo, mas tenho uma resposta clara na minha cabeça. E você? Posso jogar essa pergunta para você? Isso é justo?

H: Claro. Fique à vontade. Minha música seria Madame George, de Van Morrison. Meu filme seria Goodfellas. Meu livro seria… eu tenho dois. Seria Haruki Murakami Norwegian Wood ou o Love is A Mixtape, Rob Sheffield . O qual eu sugiro que você leia, se você ainda não leu. É realmente bonito.

T: E quem é sua pessoa?

H: Minha pessoa… farei o mesmo que você, irei ocultar [a informação]

T: Tudo bem, justo, justo!

H: Eu acho que é uma troca justa.

T: Sim, sim. Oh, cara.

H: Certo, algumas perguntas rápidas, então eu tenho uma última pergunta para você.

T: Ok …

H: Tudo bem. Qual é a sua música de karaokê?

T: Heart Shaped Box, mas eu sou muito cauteloso em fazer isso na frente de pessoas que eu não conheço.

H: Tudo bem. Nova Iorque ou LA?

T: Nova Iorque. Nova Iorque. Mãos para baixo. Quando pouso, eu beijo a pista, baby.

H: Futebol ou basquete?

T: Oh, cara… eu declaro um empate.

H: Programa de TV favorito?

T: The Office.

H: Kobe ou LeBron? Agora chegamos a parte complicada…

T: Erm, erm… Veja, LeBron é o atleta da minha geração. Kobe vence no talento. Eu amava LeBron quando ele foi para Miami. Eu o amei novamente quando ele foi para Cleveland. Agora sou como um fanboy que está tentando comprar uma camisa do Lakers.

H: Uh huh. Tudo bem. O que você veste na cama?

T: Nada.

H: Jay-Z ou Beyonce?

T: Oh, cara, isso não é uma derrota porque eles são tão incríveis. JayBay

H: Última mensagem que você enviou?

T: Eu vou te dizer agora … [olha para o telefone] Eu tenho que responder algumas pessoas! O último texto que recebi foi do meu pai sobre Beautiful Boy, ele diz que teve uma boa abertura, então ele ligou para um relatório de bilheteria sobre Venom. Ele nunca iria ver Venom, então eu não sei porque ele me mandou isso.

H: Prazer proibido?

T: Rick e Morty, talvez? Isso não é proibido. Muitas pessoas adoram.

H: Você assistiu Big Mouth?

T: Não, eu não assisti. Devo ficar por dentro da série?

H: Sim, está na Netflix. Vá assistir Big Mouth.

T: Certo.

H: Cardi B ou Nicki Minaj?

T: Oh meu Deus… Olha, Nicki foi para a minha escola, mas… Cardi é uma lenda, então por que todos nós não podemos apenas amar uns aos outros. Eu gostaria que elas nunca tivessem entrado nessa luta. Isso foi tão surreal. Olha, Nicki é uma lenda, Cardi está trazendo esse calor. E você?

H: Estou fazendo as perguntas.

T: Justo, justo.

H: Onde é o seu lugar feliz?

T: É um lugar feliz mental, é um dia de verão em Nova York.

H: Legal. Eu tenho uma última pergunta para você antes de terminarmos. Qual o significado da vida?

T: Hum… Ah… Todo nós estamos aqui por tanto tempo. Viva e deixe viver. Ame profundamente. Ame abertamente. E saiba que o sábio sabe que é ignorante, mas cultiva mais compreensão.

H: Muito legal, muito legal. Foi um prazer. Obrigado, cara.

T: Cara, que prazer, muito obrigado por fazer isso!

 

Fonte: i-D

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