Publicado por em Entrevista, Fashion, Fine Line, Galeria, Solo | 04 de dezembro

L’OFFICIEL: Harry Styles é um Ícone Global para a Nova Década

Prestes a lançar seu segundo álbum “Fine Line”, a superestrela fala sobre romper barreiras, suas experiências em ser celebridade, e sua relação criativa próxima com Alessandro Michele, da Gucci.

Harry Styles é o maior ídolo pop da década. Fãs desmaiam, no estilo Beatles, em seus shows, e seus 24.9 milhões de seguidores no Instagram ao vivo com suas músicas de rock antigo (Fine Line, seu segundo álbum, está prestes a ser lançado) e em sua fluidez de gênero na moda, política e atitude.

A música de Styles, “Lights Up”, atraiu, na velocidade de um raio, quase um milhão e meio de ouvintes quando foi lançada no dia 11 de Outubro. Assim sendo, depois de uma pequena pausa, a superestrela do rock Harry Styles estava de volta.

Depois de vender 50 milhões de cópias em seis anos com a banda One Direction (o grupo está em um hiatus indefinido), Styles se lançou solo em 2017. Seu primeiro álbum homônimo deu ao mundo uma introdução autêntica e crua dele mesmo como um artista solo. Ele tirou a pele de boyband, e em osmose com o tempo, tornou-se um modelo fluído e inclusivo para o mundo – em paz com a sexualidade, defendendo casamento para todos, e criando um estilo pessoal que atrai o público.

Alessandro Michele, vibrante poético, diretor criativo disruptivo da Gucci, vestiu Styles em sua primeira turnê, criando o look para um homem jovem liberado conquistando o mundo. Depois de várias campanhas e colaborações, nessa temporada Michele convidou Harry para se juntar em sua viciante e sedutora fragrância da casa, Gucci Mémoire d’une Odeur.

Styles está muito ocupado ultimamente. Seu novo álbum, Fine Line, será lançado no dia 13 de Dezembro e com certeza alcançará um grande número de downloads instantaneamente. Em Abril, ele começará a “Love on Tour 2020” que contará com shows ao redor do mundo, saindo de Berlim para Nova Iorque para a cidade do México e todos os lugares no circuito. Ele menciona que ainda se diverte – ouvindo Paul McCartney, lendo Murakami, e descobrindo as propriedades alucinógenas dos cogumelos. Ele também canta com sua amiga Stevie Nicks.

Enquanto espera para se mergulhar no turbilhão de um álbum novo – divulgações, turnê, toda a loucura exaustiva da vida de uma estrela do rock, o prodígio de 25 anos se tranquiliza rapidamente, com uma mistura de reserva e calor, de que tudo está indo conforme planejado. Para alguém tão obscenamente famoso, Styles é um rapaz realmente pé no chão de Holmes Chapel, Cheshire na Inglaterra. Ele não se esconde em seu camarim, ao invés disso, camisa quieto somente de cueca entre pausas. Ele mordisca petiscos com seus elegantes dedos longos, com unhas pintadas de preto, da comida asiática entregue sem pedir um suco de aipo orgânico ou uma comida vegana. “O primeiro cheiro que me lembro é provavelmente o cheiro da minha mãe cozinhando, o assado que ela estava preparando”, ele diz, com seus grandes olhos azul marinho brilhando. “E o perfume que ela estava usando”, ele acrescenta com um sorriso.

A próxima relação com Michele foi dificilmente criada pelo time de marketing. As linhas de voo criativas e fantasiosas da dupla se encontram facilmente, quase naturalmente. “Alessandro é pensador livre e seu jeito de trabalhar é muito inspirador”, Styles se entusiasma. “Se ele quer fazer algo, ele simplesmente o faz, e eu acho isso impressionante. Quando você tem a oportunidade de testemunhar o trabalho de alguém que é considerado um mestre, isso é incrível. Não há questão de classe, idade, de quem fez o quê. O que ele faz é para todos, diz respeito a todos, e eu acho que toda arte deveria ser assim.”

A infância e potentes memórias de essências voltam aos pensamentos de Styles por conta da fragrância da Gucci. “Eu realmente gosto do Gucci Mémoire d’une Odeur por causa de seu frescor, mas também pelo fato de se adaptar e mudar de acordo com a pessoa que o usa, eu acho isso isso divertido”, ele diz. “Isso provavelmente me lembra o verão quando criança. Estar no lago com meus amigos, onde cresci, e o cheiro das flores silvestres.” Pensamos no famoso verso de Henri Michaux: “A noite não é como dia; tem muita flexibilidade.”

“Muitas barreiras estão caindo – na moda, mas também na música, filmes e arte”, Styles declara com animação. “Eu não acho que as pessoas ainda estão buscando essa diferenciação de gênero. Mesmo que o masculino e feminino existam, seus limites são objetos de um jogo. Nós não precisamos mais ser isso ou aquilo. Eu acho que agora, as pessoas só estejam tentando ser boas. Na moda e em outros campos, esses parâmetros não são mais rigorosos como eram, e isso dá origem para uma grande liberdade. É estimulante.”

Styles e Michele formaram um elo orgânico. “Se Alessandro não necessariamente pergunta a minha opinião, mostramos coisas um ao outro”, ele explica. “É legal ter uma opinião se alguém que não necessariamente está em seu campo, mas cujo trabalho e gosto você respeita.”

O novo álbum de Styles anuncia uma dinâmica impulsionada por uma disciplina de escrita séria e pela decisão de tomar total controle de sua carreira. “Escrever canções é como surfar”, ele diz. “Você pode treinar o quanto quiser para subir na prancha, mas às vezes a onda vem e às vezes não. E mesmo assim, ainda precisamos treinar para nos tornamos melhores. Você não pode somete sentar e decidir escrever uma música e achar que escreveu a melhor música de sua vida. Isso demanda muito trabalho.”

Como esse atencioso jovem rapaz, que há dez anos trabalhava em uma padaria numa pequena cidade Inglesa e agora é uma sensação musical que vê a si mesmo como objeto de fantasias de incontáveis fãs e é o centro dos olhares da mídia acha serenidade? “Ser celebridade é algo que ainda estou aprendendo, experimentando”, ele diz. “Aprendo o que eu gosto, o que eu não gosto, o que estou disposto a dar em minhas músicas, o que não quero compartilhar. Temos que achar um equilíbrio. Nós nos perguntamos o que as pessoas irão achar de tais e tais palavras. E é aceitável ser vulnerável, mas ao mesmo tempo, é o que faz toda essa aventura emocionante.”

Essa animação palpável percorre em todo seu novo álbum. Styles espera que expresse um “sentimento de liberdade.” Essa mesma sensação de liberdade sem desculpa é parte do trabalho de muitos de seus modelos de inspiração – Elvis Presley, Mick Jagger, Stevie Nicks, Janis Joplin, e Prince. “Quando olho para eles, eu não sei o que é, mas é isso, essa coisa especial”, ele fala sobre como esses ícones o inspiram. “Eles vão além dos limites. Em termos de composição, Paul McCartney sempre foi uma enorme inspiração. Eu tive a chance de conhecer alguns eles; eles não param de ser bons para mim.”

Chegando em um carro propício para uma grande estrela (motorista particular, geladeira, janelas escuras), Styles sai a pé, com uma pequena equipe, para beber cerveja num pub local.

Essa cena traz à mente Styles como um adolescente desprezível, com um cardigan grande demais para seu corpo esbelto, ansioso para se inventar. Enquanto a superestrela millenial se afasta lentamente, o cheiro doce de sucesso se mantém: a mistura romântica de flores silvestres, camomila e o clima sonhador de um almoço de domingo no interior inglês.

Fonte: L’Officiel

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