Publicado por em Especiais | 12 de novembro

Harry Styles entrevista Steve Lacy sobre sair com fãs, ser uma presença política, livros e seu mocassim dos sonhos.

Por Dani Nobre.

Steve Lacy tem um talento criativo raro. Tendo sido indicado ao Grammy na adolescência pelo seu trabalho na banda que desafia gêneros, The Internet, e com um álbum aclamado pela crítica (Apollo XXI), esse ano, a estrela jovem tem um tempo livre de sua turnê e é entrevistado por Harry Styles para a revista Man About Town.

Harry Styles: Hey, Steve!

Steve Lacy: Como você está, Harry?

Eu to bem, cara, e você?

Estou bem. Eu tô na minha cama, no ônibus da turnê.

(Risos) Ah é? Para onde você está indo?

Nós estamos a caminho de Boston. 

 Eu gosto de Boston! Boston é tipo, não tenta ser… só é… Boston. E é ótimo. Como tem sido a turnê por enquanto?

Tem sido muito bom. A experiência tem grande aprendizado, eu acho, estar por conta própria. Mas tem sido incrível.

Qual você acha que é a maior diferença para você? Quer dizer, obviamente estar sozinho no palco é uma grande diferença, mas você acha que é mais fácil se ajustar por estar sozinho no palco, ou na parte da turnê? As viagens, tempo livre…

Acho que é tão fácil quanto, porque viajando e tudo mais, nós temos a mesma equipe. Tenho o mesmo gerente de turnê, e os mesmos técnicos [de som], então é fácil. E, então, o meu palco é super fácil, porque eu não tenho uma nova banda – é só um DJ e eu. Então eu meio que lido como se fosse um rapper, que toca os instrumentos e canta as melodias para o público. Porque eu realmente quero que seja o mais fácil possível, caso contrário eu só vou cancelar. Eu realmente não quis sair de casa depois de voltar da outra turnê com o The Internet (risos), então a turnê tinha que ser muito fácil pra eu sair.

O que você faz, geralmente, entre os shows e tal?

Eu estou, geralmente, dormindo. Ou caminhando por aí. Como ontem, eu saí para caminhar um pouco e fiz compras. Eu esbarrei nesse cara, que era um fã, um coreano, e terminei comendo com ele (risos). E, então, nós fomos na Balenciaga e ficamos experimentando roupas por mais ou menos um hora. Meu dia foi bem espontâneo! Às vezes faço algumas músicas; eu componho. Mas é, é bem legal sair com todo mundo.

(Risos) Como foram as provas de roupa?

Foi bom! Geralmente visto pelo menos uns 8 ou 10 looks ali. Experimento alguns trajes… é bem legal.

O que você acha da relação entre a moda e a música? Você acha que uma, geralmente, influencia a outra? Ou você acredita que ambas acabam se influenciando mutuamente? E o quão importante você acha ser importante parte de performar e estar no palco, e na música em geral?

Eu acho que [são águas que] fluem no mesmo rio. Elas vêm do mesmo princípio de expressão pessoal. Sempre admirei a moda, então, é, eu acho que aprecio tanto quanto. Eu não sei se um me inspira mais que o outro, mas acho que eles partem do mesmo princípio. Eles meio que se mesclam. Mas é, definitivamente, importante para mim aparecer de certa forma para performar. Eu não sei, eu só sinto como… Acho que personagens. Então gosto de separar a presença de palco da pessoa fora do palco. É como um joguinho mental que eu faço comigo mesmo. E me faz sentir mais como… uma estrela.

Você coloca seu terno e faz a sua coisa, certo?

Exatamente. E, então, eu tiro. Eu amo isso. Acho bom separar os dois.

Sim, totalmente. Como Prince. O quanto você se inspira nele na moda, na música? Ele é uma parcela grande? É vendo pessoas como ele, que fazem coisas assim, que você faz parte disso, você acha?

Acho que um pouco, sim. Ele me inspirou mais musicalmente do que na moda, eu acho. Ele tem alguns estilos que eu gosto e ainda quero explorar. Mas era uma roupa que ele usava para… Você sabe a ‘Dirty Mind Tour’ ? Você já assistiu vídeos dos shows da turnê?

Sim!

Bem, ele tinha essa coisa que era tipo uma tanga, ou uma calcinha. Com aquelas meias longas que vinham até as coxas, logo abaixo de onde a calcinha estava. Com aquelas botas. E um casaco [trench-coat]. Aquilo era um estilo que ainda tenho que explorar, mas, definitivamente, fui inspirado por esse look. E a música me inspirou depois que ele morreu, na verdade. Eu não cresci ouvindo ele. Mas o cara que me ensinou a tocar guitarra, há alguns anos, logo depois do Prince morrer, acho, me perguntou se eu escutava. E eu disse tipo “não, não muito”. Ele era uma daquelas pessoas que eu sabia que seria lendária, mas não sabia porque; e nem tentei descobrir. Eu só ficava tipo “sim, ele é uma lenda” (risos). Ele me disse para ouvir o primeiro álbum. E, então, a partir daí, eu ficava tipo “sim, m*rda, isso!”. Ele fez sentido para mim, e muitas coisas se conectaram. Porque, você sabe, ele era um geminiano, que produzia de tudo, trabalhou na sua primeira demo com 15 ou 16 anos de idade, algo do tipo. Então, é. Foi especial para mim quando eu descobri isso.

Crescendo, sua família era musical, ou foi algo que você descobriu sozinho? Quando você percebeu tipo “Oh, eu quero fazer isso”?

Eu fui tipo dessensibilizado à música pela minha família. A minha família canta; eu acho que devia começar por aí. Toda a minha família canta. Minha avó, meus primos, minha tia, meu… você sabe. Todos. Nós todos cantamos. Então eu não tinha pensamentos a criar, foi só tipo “Ah sim, música é legal, todo mundo canta. Legal”. Eu não fui inspirado a começar a fazer isso até ver outros fazendo música, e isso foi quando eu tinha 15 ou 16. Quando eu conheci a banda. Foi quando vi a música acontecendo e pensei “Ah, legal, acho que consigo fazer isso”.

Você ainda estava no ensino médio quando foi indicado ao Grammy. Como foi voltar pra escola e falar tipo “E aí? Estou meio que fazendo isso agora e eu sou, tipo, bom nisso”, você sabe?

(Risos) Foi demais. Eu era bem moderado. Não queria que as pessoas soubessem que eu era algum tipo de celebridade infantil, porque eu não queria que as pessoas me tratassem de forma estranha. Então eu só falei para os meus amigos próximos e professores. Eu não saí, tipo, correndo pela escola gritando “E aí todo mundo! Eu fui indicado!”, porque eu ainda tava na escola, sabe? E tipo, ninguém realmente se importava. Mas foi, definitivamente, legal. Bem, acho que a palavra bem é legal. Foi… Qual a palavra que eu estou procurando…? Eu acho que super assegurador sobre eu estar no lugar certo, essencialmente.

Com o The Internet, eles, obviamente, lançaram alguns álbuns antes de você integrar o grupo. Você era um grande fã deles antes, ou foi algo que você acabou percebendo ser parte?

Eu só me descobri sendo parte deles. Antes de entrar, nunca tinha escutado nada sobre eles. Eles eram completos estranhos para mim, o que é legal. Vi eles como pessoas primeiro, então foi bem legal, sabe? Sentir a conexão pessoal e, então, me conectando, de alguma forma, com a música.

Legal. Eu quero falar sobre o Apollo XXI, e eu tenho certeza que você também. É uma mistura de tantas coisas: tem R&B, e hip hop, muitas outras coisas. Como você acha que os gêneros se comportam ultimamente? Em comparação a quão sólido costumava ser os rótulos ultimamente? Você acha que estamos entrando em um momento que é mais obsoleto; e mais como “música ruim” e “música boa”? Porque eu sei que muitas vezes que as pessoas me perguntam que tipo de música eu faço, eu não sei, necessariamente, como chamar isso. Você acha que os tempos de “Você é isso, você é aquilo” estão acabando, ou você ainda acho que são, praticamente, a mesma coisa?

Sim, penso que está se tornando, definitivamente, obsoleto, na medida que toca o artista. Eu acho que gêneros são colocados para fazer da música um plano de negócios. E isso é parte do porque eu odeio isso, e porque eu talvez não lance um álbum novo por um bom tempo, até ser resolvido. Porque odeio olhar para as músicas e pensar em canções como uma p*rra de iPhone 5 que eu preciso vender. E, então, eu tenho outra versão, o 5s para ser lançado na próxima semana, como uma parceria diferente, que vai projetar ‘tantas’ vendas, eu odeio ver a música dessa forma, cara, então eu estarei feliz quando foi resolvido. Eu acho que, no fim do dia, é o negócio que resolvi fazer parte, mas acho que quando a arte e o negócio colidem, é essa linguagem estranha e sentimental da qual você precisa dançar conforme a música. Então, é, eu acho que ainda estou tentando entender como eu chamo hoje. Foi, definitivamente, uma grande experiência de aprendizado lançar o meu primeiro álbum. Para mim, eu coloquei pop nele, porque álbuns como James Brown e Prince eram todos pop, certo? E eles tinham todos tipos de coisa ali. Então eu fiz isso, porque não queria ver sendo outra coisa. No entanto, o que é considerado pop nos dias de hoje está longe do que o meu álbum é, sabe? É super… Eu acho que posso chamar de “branco”. Se você é negro, você é R&B ou Contemporâneo Urbano. Você não é pop. Então eu meio que quis desafiar essa coisa. Obviamente, eu sou pequeno, um artista independente que ninguém dá a mínima. (Risos) Mas, ainda assim.

Não, eles dão. Eu acho que as ondas tem mudado por causa de pessoas que estão, simplesmente, fazendo isso de forma diferente. Não acho que seja, necessariamente, definido por parte do artista. Pessoas como você acabam influenciando pessoas que te amam, e que percebem “Oh, eu quero fazer uma m*rda que soe dessa forma”. Eu acho que tem um impacto maior do que você acredita ter. No álbum, tem tanto de você nele. Existe, de fato, algum motivo para fazer música que não ser simplesmente honesto, escrever a verdade, ser vulnerável e tal? Eu sei por mim, não tem nada que me atraia em simplesmente escrever músicas para serem “boas” canções. Eu preciso que elas tenham um significado para mim, sabe?

Sim, cem por cento.

Pelo álbum, eu presumo que você entende da mesma forma..? É tão pessoal…

Ah sim, sim. Tem sido legal, eu acho que a turnê foi legal para mim por causa disso, porque eu não busco aclamação. Então, quando as pessoas me perguntam como o álbum está indo, eu fico tipo “não sei”. Eu posso ver pessoas reagirem a ele para que eu saiba. Mas a turnê tem me mostrado que tem surtido o efeito que devia.

Você colocou a ‘Living Tower” (Torre Viva) do [arquiteto e designer] Verner Panton na capa… O que foi que fez você pensar “Eu quero isso como capa do meu próximo disco”?

Eu acho que descobri as peças dele pela internet, e eu realmente amei os prédios e a sua arquitetura. Como ele fazia esses espaços, a paleta de cores. Então, o meu amigo me deu de Natal o livro dele; eu olhei e pensei “C*ralho! Eu provavelmente não vou conseguir encontrar nenhum desses espaços, mas eu posso provavelmente conseguir essa cadeira”. E, então, nós conseguimos uma e fotografamos com ela.

Você ainda a tem?

Sim, está na minha casa agora. Está no meu quarto, do lado da janela. E é bem legal.

E por que você quis chamar de Apollo XXI?

Eu queria o número 21 nele, porque saiu no meu aniversário de 21 anos. E, então, eu estava pensando em palavras para colocar na frente de 21. Eu não podia simplesmente colocar 21 porque, você sabe, Adele já fez isso. Então eu estava sendo um pouco descarado ali. Eu estava pensando em pequenas frases para colocar na frente e Apollo surgiu na minha mente. Alguém falou para eu pesquisar sobre Apollo e o Deus grego apareceu. Eu me conectei muito com isso, e acabei ficando com esse. Soava bem juntos.

Em termos de assunto, o quão – especialmente por estar nos Estados Unidos – a política influencia suas composições? Você, às vezes, sente que devia estar sendo politizado, ou você sente o completo oposto, que não devia, ou só não quer ser politizado. Como isso te afeta? No sentido do que você anda fazendo.

Eu acho que existem diferentes formas de ser político.

Sim, eu concordo com isso.

Eu não acredito que você precise ser, necessariamente, um ativista para ser politizado. Eu acho que a minha presença por si só (e eu não quero ser mal interpretado), mas eu acho que só de ver um garoto negro de Compton colocando roupas loucas e estúpidas, tocando guitarra e explorando livremente sua sexualidade é político. Todo mundo tem um espaço político. Acho que algumas pessoas são feitas para, você sabe, organizar protestos e manifestações. E eu acho que algumas pessoas são feitas para acrescentar no protesto, para fazer as pessoas felizes depois. Eu não sei, gosto de passar uma imagem diferente para as pessoas passarem a enxergar caras negros. Então eu acho que eu ser o eu mesmo livremente é um manifesto político.

Sim. Especialmente vindo de um grupo e passar a seguir por conta própria. Eu acho que as pessoas querem saber o que você acha, mais do que a banda acha. Quais são alguns prós e contras de começar [a carreira] solo, do que os álbuns da banda? Obviamente, o processo criativo é bem diferente, e a turnê também. É quase como se fosse um emprego totalmente diferente, de tantas formas. Qual a sua parte favorita disso? E o que é algo que você não gosta tanto?

Hm… Eu acho que a minha coisa favorita é ter o controle total. Eu acho que precisei aprender a fazer isso, porque eu me acostumei a ser o cara no fundo, sabe? E isso era legal, me acostumei a isso. Mas aprender a ser o chefe é bem legal, eu acho (risos). Quando você está em uma banda, todos se comprometem com um, uns com os outros, com todos. Então eu acho que a minha parte favorita é não ter esse compromisso, e fazer todos os tipos de m*rda e coisas engraçadas e loucas que quero fazer. É, eu acho que essa é a melhor parte.

Eu gostaria de te perguntar sobre algumas pessoas por um momento. Você esteve com Kari Faux e Alima Lee [na turnê]. Alima filmou várias coisas comigo no estúdio.

É sério!?

Sim, ela é ótima.

P*rra, isso é louco. Eu amo ela. Uau. Mundo pequeno. Isso é insano.

O que fez você escolher eles? Você já os conhecia? Como isso aconteceu?

Sim, eu já conhecia eles. Alima é uma das minhas Djs favoritas e eu não queria uma banda para essa turnê. Então eu chamei a Alima tipo “Ei, eu tenho uma proposta, você gostaria?” e, então, nós começamos a ensaiar e nossa química era ótima. Ela meio que salvou a turnê, para ser sincero (risos). E então Kari, ela é uma das minhas melhores amigas. Eu queria trazer ela comigo. Tem sido ótimo. Nós temos uma equipe incrível e é ótimo. Todos estão se divertindo e é. É uma turnê bem legal, cara.

Como foi trabalhar com Solange em “When I Get Home”?

Ah foi legal. Ela é legal. Uma energia de irmã mais velha. Eu cheguei como um desconhecido e nós conversamos sobre música, e começamos nossa amizade daí. E é, tem sido legal desde então. Ela é muito legal.

O que você acha de trabalhar na área de outra pessoa? De alguma forma, parece como uma banda, quando trabalha na coisa de outra pessoa?

Mais ou menos, sim. É como se você estivesse começando uma nova banda com outra pessoa todas as vezes. Eu acho que assim é a forma mais confortável. Eu estava conversando com o [produtor] Raphael Saadiq sobre isso, e ele me disse uma frase que ele diz para as pessoas quando ele está produzindo: “Eu estou na sua banda agora”. Ele diz que ajuda as pessoas a se sentirem confortáveis. É, eu gosto dessa frase.

É boa. Como foi trabalhar com Ravyn?

Ravyn? Ah, incrível. Ela é como uma pequena e jovem deusa-fada quando se trata de cantar. É louco. Eu trouxe ela para Chicago comigo, porque essa é a sua cidade natal. Eu falei tipo “Nós temos que cantar essas músicas aqui”.

Como vocês se conheceram?

Nós nos conhecemos pela internet. Algumas pessoas me disseram para ouvir ela. E, então, um dia eu estava dirigindo e coloquei o EP dela – na época se chamava Midnight Moonlight. Eu pensei “P*ta m*rda”; a produção vocal realmente me impressionou. E eu chamei ela imediatamente tipo “Ei, nós precisamos fazer algo juntos”. Inicialmente, eu queria começar uma dupla com ela, mas a situação da gravadora dela é interessante, então precisava ser um projeto dela.

Certo. O que você tem escutado ultimamente? Quais três coisas você ama?

Ok, eu posso te dizer algumas músicas. Tem essa músicas que eu tenho amado, ‘You’re a Runaway’ do The Bucketheads. É uma faixa bem legal. ‘She Live’, do Maxo Kream com Megan Thee Stallion (risos) – essa é boa. Eu tenho escutado bastante as minhas novas demos. Ah! ‘Terrorize My Heart (Disco Club)’, do 795. Essa é das boas. Foram três?

Sim! E um livro que você leu recentemente e recomendaria para todo mundo?

Ah sim. Eu deixei no quarto de um hotel. É um livro do Murakami, eu estou tentando fazer eles enviarem para o meu próximo hotel. Eu acho que é ‘A Wild Sheep Chase’?

Ah sim. É isso. Você já leu outras coisas do Murakami?

Não. Meu amigo me deu antes de eu viajar.

Ele é um dos meus [autores] favoritos.

É, eu to tentando ler mais. Minha capacidade de foco é menor que o meu cabelo agora.

Ele tem um chamado de ‘What I Talk About When I Talk About Running’, que é curto e divertido – se você gosta ou não de correr. É simplesmente muito bom. E tem o ‘Norwegian Wood’ que é o meu favorito. Esse foi o livro que me fez gostar de ler. Foi o que eu mais gostei.

Ah, ok. Legal

Aliás, só para acrescentar, cara, eu amei o álbum. E eu escuto bastante. É maravilhoso escutar alguém fazendo algo tão bom. Todo mundo ama e é realmente interessante. É dinâmico, e profundo, e verdadeiro. É uma arte incrível, cara. É muito legal ouvir as pessoas fazendo o que elas querem fazer. E dá para perceber que você ama isso, e você, obviamente, colocou tanto de si nele. Então, obrigada por o fazer.

Ah, obrigado! Eu agradeço. Fico feliz que tenha te tocado, cara.

Eu estou feliz por fazer isso, é divertido. Minha última pergunta é, o que faz um bom mocassim?

O que faz um bom mocassim?

O que faz um bom mocassim.

Você está dizendo loafer (mocassim) ou lover (amante)?

Loafer (mocassim). Quer dizer, você também pode dizer o que faz um bom amante, mas mocassim. Essa é a pergunta.

(Risos).

Eu sempre pergunto isso porque eu sei que a resposta de todo mundo vai ser, nem que só um pouco, diferente, e eu sei que você gosta de mocassins.

Mocassim… Eu acho que um bom mocassim tem a ver com… o formato. O formato do mocassim, para começar. E eu acho que a sola é bem importante também. Eu não gosto de mocassins com a sola muito fina. Mas eu gosto de um mocassim que não seja muito pontudo na ponta. É tipo quadrado, mas arredondado no quadrado.

E o que acha de franjas [nos mocassins]?

Hm… Eu ainda não experimentei franjas. Eu acho que isso é muito coisa de tio para mim. Eu já sou um tio por si só, então eu deixo as franjas para os outros caras.

Eu não sou um tio e eu uso franja.

Ok! Eu amo franjas, eu só não estou pronto para isso ainda.

É bom, cara. É divertido. Definitivamente divertido. Você devia tentar.

Quando você está dançando, você, tipo, chuta e ela [franja] mexe?

Sim, ela mexe. Ela balança. Adiciona uma nova dimensão no sapato.

Isso é incrível.

Sim, é (risos). Tá, então. Uma sola firme, mais quadrado no topo, não muito afinado na ponta. Esse é o seu estilo preferido de mocassim. Você ouviu aqui primeiro: Man About Town.

E a cor também! A cor é ótima.

Claro. Obrigado, cara. Obrigado por me receber. E eu te vejo… em algum lugar pela estrada. Te vejo em LA ou algo do tipo.

Sim! Eu te procuro.

Se cuida.

Fonte: Man About Town

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